16/07/06

Curiosidade selectiva


Era suposto termos esperado. E esperou-se.
Até se produzir um desenlace.

E agora o que falta? Tudo!
Porque a condenação do Independente por Violação de Segredo de Justiça é, no meio desta novela, um ínfimo pormenor!
Ao contrário do que pretende um processo de desvio de atenções que quer colocar com esta condenação uma pedra sobre um assunto que se resumiria a um delito jornalístico.

Mas não.

Porque o Independente não foi condenado por calúnia ou difamação.
A Justiça não se pronunciou sobre a sua "invenção" ou "manipulação" de informação em prejuízo de terceiro.
Concentrou-se sobre a utilização de material vedado à divulgação pública por integrar um processo legal sigiloso, o que terá ficado provado.
Sobre a existência dos documentos referidos e seu conteúdo, nada disse a Justiça. Ou desdisse. Porque sobre eles ninguém lhe solicitou que se pronunciasse - se calhar, por nada haver a dizer ou desdizer que atenuasse o "enxovalho da vítima".

Tudo está por tirar a limpo!

De tantos "curiosos" que há no País, quantos arregaçaram as mangas para levar a história do Freeport até ao fim? (Incluindo quem de direito!)
A sério, até hoje, só o Independente
.
E os outros? Dos "bons" que aí há?...
Falta de "tempo"? Falta de "meios"? Falta de vontade?

No Tomar Partido, há um curto e claro resumo da situação, que subscrevo.
Contra uma tendência irritante para a curiosidade selectiva.

1 comentário:

fernanda disse...

tal como o calor... é desculpa para tudo esta coisa do poder e dos interesses. ainda bem que há quem continue a lutar pela transparência de águas em que não nos é permitido mergulhar - e se calhar ainda bem em defesa da nossa sanidade mental! brinco... nunca temi dores de cabeça destas - e nos faça crer, a bem do País e de todos nós, que ainda há gentes com brio na verdade.