Esta é a ilustração do fim.
De um jogo.
De um apuramento.
De um projecto desportivo personalizado.
De uma equipa de homens.
Da carreira de um treinador.
Da paixão de um País.
Do sistema de valores de uma cultura.
Do futuro como o conhecemos.
Mas nada de grave: depois de amanhã tudo será normalidade.
13/09/07
O Fim
12/09/07
*§%**#¨@!!!!! O meu vinho?...
Refiro-me à fase de engonha que por legítimo interesse de caixa a Castello Lopes agrafa aos filmes que exibe, mas que no caso da publicidade a leva a perder-se eticamente na exibição das sessões infantis.
Já sabe quem por aqui passa que me aflige a deseducação de miúdos por vícios de adultos.
(Deseducar os crescidos, muito bem... se os próprios se quiserem deseducar.)
E entra-nos pelos olhos dentro; para mais quando reincide.
Se já uma certa vez denunciei a desadequação etária de um trailer promocional passado pela Castello Lopes, irritou-me bastante mais ver publicitados os vinhos da Romeira no entretanto de ver em família um ogre verde aos saltos, um burro e um gato - inofensivos do ponto de vista formativo da jovem plateia.
Não sou um fundamentalista anti-álcool, mas sabendo que até socialmente já se aceita que não haja fretes à indústria e ao comércio da pinga em horário nobre, em patrocínios institucionais, etc., às três pancadas, não me parece que uma plateia de miúdos seja um alvo aceitável para a captação de fregueses.
Só por incúria?...
Como me irritou profundamente a forma artística como foi traduzida e legendada a versão original do filme Os Simpsons.
Sem quê nem porquê, por três vezes contadas se "ouviu" legendada "m€rd@", saída da boca de elementos da família amarela de Springfield.
Falando nós de um filme para maiores de 6 anos...
Só tive pena de em nenhuma destas alturas me ter insurgido como da tal vez, em forma de livrinho de reclamações.
Agora que a ASAE até anda tão excitadinha.
Mas a ideia não era irmo-nos revezando?
Record absoluto
Ora aqui fica uma imagem de uma das campanhas mais sexistas que eu já vi....
Com tanta gente tão reivindicativa que há por aí, será possível que só a mim mova a sensibilidade?
Somague Parte III - Campânula eleitoral
Como forma de acautelar o resto de sanidade dos que nela militam e dos que imparcialmente sabem reconhecer-lhe o pilar que é da democracia portuguesa e dela esperam que aja à altura.
Há quem pretenda ver na actual eleição do líder do PPD/PSD um momento de viragem.
...Que não vai acontecer.
Se a política portuguesa de hoje respeita como outrora os "3 Efes": "Falta de princípios; Falta de ideias; Falta de vergonha", o PPD/PSD encaixa-se-lhe perfeita e desgraçadamente bem.
À semelhança da eleição, há poucos anos, de um líder para um PS-saco-de-gatos, em que o insulto e o achincalhe só não assumiram proporções bíblicas porque a campanha terminou, o PSD segue a mesmíssima linha de ajuda da credibilidade do Estado Português no que é de tudo isto formado.
Quando a uma figura decorativa inconsequente se presta suceder uma outra, sobretudo distinta pela falta de preparação, está a cabrada na horta.
Entre SMS cruzadas em enxame para os telemóveis dos pobres militantes em gozo de merecidas férias, bacoradas e ruído.
No espaço dos média o investimento idiota na desconfiança e no descrédito; sondagens de popularidade marotas para todos os gostos e encomendas; e lama. Muita lama casual.
Um plagiador daqueles que na net (agora afinal somos todos tão formais e moralistas...) posta conteúdos nos seus blogues sem indicar fontes.
Descobrindo-se para supremo ridículo que é um assalariado seu que mantém o blogue - porque eventualmente é uma pessoa demasiado ocupada para essas futilidades.
O porta-voz da candidatura de Marques Mendes, Macário Correia, que coincidentemente é acusado de assédio sexual.
Arrastando a denúncia ou a calúnia consigo a figura de um Marques Mendes atordoado.
No que apenas corporiza um caso de estupidez agravada e má figura.
O próprio "escândalo" Somague; que por acaso cai agora cai nas mãos de um inepto líder que, como se sabia de antemão, apesar de não ter nada a ver com o caso não soube lidar com ele - como também não sabe lidar com mais nada.
Muito barulho por nada. (O que é triste por tudo isto acontecer sob uma campânula que bloqueia esta fona do supremo desinteresse de um Portugal entretido com as suas dívidas à banca e compras do shopping.)
E lama. Muita lama.
A tal ponto que quando "o" debate chegar, o tal, o a sério, aquele em que o trigo e o joio se separarão como as águas do Mar Vermelho, fazendo descer sobre as cabeças dos sociais-democratas de quotas pagas a clarividência do voto, ...eu não vou vê-lo.
Faço ostensivamente questão disso.
Como forma orgulhosa de no último reduto não ceder a tudo que me impingem.
...Até porque já sei quem vai ser eleito.
Luís Filipe Menezes.
Tem envelopes muito mais giros!
11/09/07
Somague Parte II - Justiça vendada / Justiça vendida
O que, com naturalidade, deu origem a manifestação de gáudio da parte do responsável político à data pelos factos, comprovada que ficou a "correcção de comportamentos" dos visados...
Que um homem não é de borracha e também se sente de ver o seu bom-nome e o dos seus arrastado pela rua...
Afinal, imagine-se, até foi pago "o valor correspondente à dívida fiscal"... E o que pode ser mais elevado que o valor fiscal de um acto humano?
Ora pois.
O diabo é que o DIAP conclui uma coisa sensivelmente diferente de uma sabonária de carácter aos dirigentes do PSD da ronda autárquica de há seis anos: concluiu não haver base para "inquérito criminal", mas que houve "ilegalidades objectivas", violada que foi a lei do financiamento dos partidos.
E pode ser problema meu, mas continuo a achar que este é um sintoma da gangrena chamada Controlo da Política pela Horda da Advocacia que institui esta maravilhosa paleta ética do "é criativo, mas não é irregular", do "é irregular, mas não é ilegal", do "é ilegal, mas não é criminoso", como se no exercício público a vergonha fosse uma variável que assume formas e dimensões ao sabor da circunstância e da certificação técnica.
(Um abraço de exclusão aos meus amigos LM, CL, JG, JP, AM, TLF, HB e outros advogados que me vão na política continuando a servir de exemplo.)
Como resultado, a Justiça vendada é uma Justiça vendida.
E já nem me refiro a focos de corrupção a que a Justiça está tão sujeita como qualquer área da vida social.
Falo de uma economia planificada da informação em que política/justiça/"media" se conjugam para formatar uma opinião pública já de si débil. Condicionando os processos, manipulando a sua leitura, formulando hipóteses definitivas e únicas de interpretação.
Logo, o PSD portou-se bem em relação à Somague - tal como bem se comportam todos os restantes partidos na aventura do seu financiamento.
Logo, o Sr. Pinto de Sousa é um cidadão exemplar na alegada troca-baldroca dos documentos relativos à sua licenciatura.
"A Procuradoria-Geral da República arquivou o inquérito à licenciatura" uma vez que não encontrou prova de "prática de crime de falsificação de documento", certo?
Como levar a mal o regozijo de um homem inocentado por uma Justiça célere e clara?
Não há crime provado: calem-se as bocas maledicentes.
Logo, o Primeiro-Ministro cognominado de "De Todos os Portugueses", não é um bisonte violador de espaços sociais democrática e constitucionalmente definidos, uma vez que a autoridade reguladora dos meios de comunição lusos o ilibou da prática de "pressões junto de alguns órgãos de comunicação social", quando certo dia se encontrou acossado pela imprensa.
...Dixit, e pronto! Acabou-se.
(Não obstante a jura a pés juntos de Directores de Informação de órgãos de imprensa no sentido contrário.)
E assim as entidades reguladoras se tornam - todas - joguete legitimador na mão de quem lhes pode chegar.Em favor de campanhas de limpeza ética.
Através de procedimentos que cândidos se encontram desblindados face a esta voragem.
Contra a ordem, contra a sociedade, contra os próprios cidadãos.
Nunca como hoje a informação foi poder.
Um Poder tão ao alcance do cidadão.
Tão longínquo hoje, à distância de nos interessarmos pelo que quer que seja.
O mundo em guerra
Alguns distraídos e mais uma porção de desonestos mantêm-se barricados numa ilha ideal de que o mundo actual não se encontra em guerra...
E confortavelmente, ao não reconhecê-lo, recusam-se a tomar partidos, preferindo entreter-se com jogos florais ideológicos no conforto ocidental.
11 de Setembro.
Hoje, ainda "somos todos americanos"?
06/09/07
Somague Parte I - Três Tristes Tretas
Posto de forma curta e grossa.
Escândalo para os que olham o PSD como "partido fundador da democracia" (...e histórias da carochinha dessas) e porque a Somague é uma empresa de respeito da nossa praça - como é que se admite acontecer um descalabro destes?...
Escândalo para os que já vêem há muirto tempo a política portuguesa como uma rameira pouco asseada, de quem tanto estas práticas como outras que andem acoitadas não são senão naturais e previsíveis, encontrando-lhe refundados motivos de censura e desprezo.
Eu situo-me entre as duas perspectivas.
Tanto me merece respeito a instituição PSD (caso contrário não me respeitaria a mim mesmo) como à partida qualquer entidade individual, colectiva, pública, privada, nacional, estrangeira - por um elementar princípio de humildade cívica...
...Como - fruto da idade? - já não é de hoje uma profunda desconfiança que nutro sobre todas as interacções sociais e políticas, que desembocam amiúde nestas e noutras brincadeiras.

Que a palhaçada, a sê-la assim reconhecida, mora noutro lado.
Para os mais mais alheados, três recortes de imprensa, à laia de ilustração, para enquadrar a coisa.
Recorte 1. Licínio Bastos detido no Brasil por suspeitas de corrupção, agita as águas do rectângulo, financiador que foi da campanha de Aníbal Araújo, empresário socialista, como deputado do PS no circulo Fora da Europa, nas legislativas de 2005.
(...E tendo cedido instalações para uma sede da campanha presidencial de Cavaco Silva - por quem foi já condecorado.)
Recorte 3. Suspeita-se que na festa partidária mais participada do País (pelo menos do continente...) possa haver ocultação de receitas. Talvez os euros ganhos pelo PCP nas febras, nas bandeirolas e nas t-shirts do Lenine na Festa do Avante não estejam afinal todos descarregados no livrinho de mercearia.E mais uma Somague a compor o ramalhete...
Ora, e como é que isto ilustra a pobreza de mentalidade portuguesa? Em que é que isto faz luz sobre o caminho?
Decerto não pela via popularucha de café e esquina de "apertar com eles", de "cadeia" e cacete, de endurecimento da legislação eleitoral, de financiamento dos partidos e de exercício de cargos públicos.
Para isso, teríamos de ter a montante uma opinião pública que verdadeiramente censurasse as más práticas - quando somos civicamente um povo de bananas e de amorfos - e um sistema de justiça que garantisse a implacável aplicação dos preceitos - não uma justiça-peneira de malha larga, permeável, conivente, amesentada, criminosamente negligente ela mesma.
A solução está à vista e chama-se transparência.
Se o nosso País não adoptar um sistema próximo do americano no que diz respeito à publicidade da esfera de influências em que se move a política, jamais se auto-regulará como podem prever exemplos decalcados à marreta de países civilizados.
Só a obrigatoriedade de divulgação dos "lobbies" que intervêm na vida política por via do seu financiamento dá uma mínima garantia de mudança de rumo.
Não colocando o enfoque na enganadora, manipulável e envergonhada contabilidade, mas forçando uma mentalidade de abertura, frontalidade e coragem na atribuição e aceitação de apoios. Escrutinável à luz do sol pelo cidadão atento.
Quem foram os financiadores queques de um PP populista e extremo? Quem foram os financiadores de um PSD e de um PS "partidos de poder"?, o que deram?, quanto? e em que momentos? Quem e como contribuiu para o cescimento de um PCP "latifundiário do imobiliário"? Quem foram os surpreendentes pais financeiros do único projecto parlamentar de extrema-esquerda da modernidade democrática portuguesa, chamado BE?
Nenhuma destas questões pode já ter resposta cabal.
Mas o futuro vai ainda a trempo. Se ao acabar com o jogo de escondidas acabarmos com as suspeições e em grande medida com as jogatanas.
Claro que podemos passar o resto da nossa vida tal como estamos.
E até acharmos que estamos bem. (Como o acham os próprios partidos.)
Mas a continuarmos assim, a única exclamação legítima saída da boca de cidadãos com alguma consciência e pudor, perante estes e tantos outros casos que hão-de seguir-se não será outra que: "Só!..."
05/09/07
Convite

Após o sucesso da iniciativa lançada no ano passado, regressa pela mão da Junta Freguesia de Loures o encontro dos seus fregueses com a música sacra.
Em três sábados de Setembro a Igreja Matriz encher-se-á de sons compostos por homens em louvor ou companhia de um Deus que não é preciso reconhecer para apreciar a beleza da sua música.
Um ano depois posso dizer por experiência que é um espectáculo para todas as idades, formações, raças, inclinações, sensibilidades ou colorações.
Mais um momento único em Loures, a que todos serão bem-vindos...
03/09/07
Dali, o génio secundário
Dalí nasceu burguês. Primeiro pecado. Dalí foi um conservador. Terceiro pecado.
Já li muito sobre Dali. Muito mesmo.
E a profunda afinidade que me merece cresceu cimentando-se a par da displicência com que vi muitos avaliadores da (sua) Arte tratá-lo e retratá-lo.
Dizia o filósofo que "tudo é opinião".
E o tudo transformado em opinação é um ininterrupto contaminado - naturalmente contaminado - pela "mundanal afeição"; identidades, experiências, proximidades, simpatias, interdependências, osmoses, regem as vidas e os juízos humanos.
E a Arte sempre foi uma manta de retalhos, mais que de sensibilidades, de coutadas privadas.
E Dalí nunca foi um herói artístico.
Tão burguês como os patetas que lho condenaram até ao dia da morte, mas inaceitavelmente mais burguês que um Pablo Picasso de linhagem de artistas ou de um André Breton nascido pobrezinho - fôssemos nós medir o "burguesismo" de cada um...
Dalí foi um comodista. Segundo pecado.
Nascido numa Espanha profunda, foi apadrinhado estudar em França, lá se associou a um movimento artístico, fugiu para os EUA aquando da II Guerra por lá desenvolvendo os seus interesses e vendendo a sua arte, e regressou consagrado a uma Espanha rendida, para o resto da sua vida.
(...Porque ninguém mais partiu rumo à França cultural moderna e contemporâna perseguindo um sonho artístico; ninguém mais fugiu da Europa para a América aquando da Guerra; ninguém mais por lá ficou quando o proveito o sugeria (por exemplo o próprio Breton, do "genial" anagrama Salvador Dali - "Avida Dollars"); nunca se viram outros artistas a gerir financeiramente a sua carreira nem a beneficiar do seu auge.
Nascido catalão, foi-o até ao fim da vida, tanto na influência como na expressão - ainda que contrariamente ao eventual parolismo de quem mais se "cosmopolizou" tenha sido um homem do mundo.
Foi homem de um casamento - menos dois que Breton - e de uma paixão na sua vida, Gala - ficando a milhas da colorida vida de um Picasso: sinais indesmentíveis de uma tacanhez e um conformismo deploráveis.
Admitido por Breton no seio do "seu" movimento surrealista pelo reconhecido talento ("Com Dalí abrem-se, talvez pela primeira vez, todas as grandes janelas mentais." André Breton, 1929), sempre destoou do comunismo-trotskismo latente nas suas hostes, desde a sua entrada até ao momento da sua expulsão.
Dalí foi um livre pensador. E falador. Quarto pecado.
"É precisamente o bom-gosto, e só ele, que tem o poder de esterilizar e é sempre o primeiro entrave à função criativa".
"Aquele que se recusa a imitar seja o que for, não produz coisa nenhuma."
"Se se possuir grande talento, para ganhar um respeito crescente e duradouro, convém ainda no início da juventude dar um forte pontapé na sociedade que se ama, e depois tornar-se um snob."
"Não nos preocupemos com sermos modernos. Infelizmente, façamos o que fizermos, é a única coisa que não podemos evitar".
"O termómetro do sucesso é apenas a inveja dos infelizes."
Dalí foi um agitador compulsivo. Um elemento imprevisível e incontrolável. Quinto pecado.
"Tenho sistematicamente de criar confusão, liberta a criatividade. Tudo que é contraditório gera vida".
"A coisa pior é a liberdade. A liberdade de qualquer tipo é o pior para a criatividade."
"Neste momento sou o melhor. Não digo isto por vaidade - é que os outros são tão maus..."
"O motivo para alguns retratos não ficarem tão próximos do modelo real é algumas pessoas não fazerem qualquer esforço para se parecerem com o seu retrato."
"A UNESCO é um autêntico lixo [...] Qualquer organização para o bem das pessoas é impossível. É preciso o contrário. Os jovens precisam de montes de dificuldades para virem a atingir alguma coisa".
" Aos seis anos quis ser cozinheiro. Aos sete, Napoleão. E deste então a minha ambição nunca parou de crescer."
"As sociedades democráticas não são adequadas à publicação de retumbantes revelações como as que costumo fazer".
"A guerra nunca fez mal a ninguém, excepto aos que morrem".
"Só há uma diferença entre um louco e eu. O louco julga que é são. Eu sei que sou louco".
...E o apoio a Franco na Guerra Civil Espanhola.
...E o louvor a Garcia Lorca sob o regime de Franco.
...E a sua afirmação monárquica e anárquica.
...E a saudação a Ceausescu...
Dalí foi um artista mercantilista, degenerado e subversor do surrealismo que André Breton ("o Papa", como o Dalí o apelidou) se viu obrigado a expulsar do "seu" grupo. Sexto pecado.
(Dalí, como Naville, Artaud, Soupault, Desnos, Aragon, Eluard, Hugnet, e outros, com quem pelos mais variados motivos Breton irremediavelmente se incompatibilizou em diferentes passos da vida do movimento, vindo a escorraçá-los.)
Dalí, um génio secundário que veio a Portugal.
Sou suspeito na análise da exposição da colecção da Fondazione Metropolitan per l'Arte e la Cultura que está neste momento no (progressivamente) restaurado Palácio do Freixo, no Porto...
...Poderia dizer - objectivo - que Portugal é apenas o terceiro país do mundo onde se deslocou esta exposição italiana.
Que é uma oportunidade única de contactar com peças originais que se inscreveram na história da arte do século XX.
Que se trata de uma exposição de enorme riqueza pela variedade das peças apresentadas: estatuária e ilustração...
Mas fazer centenas de quilómetros para uma visita deste tipo, se depende da disponibilidade de cada um, depende definitivamente de um estado de espírito.
30/08/07
Portugal...
Portugal é aquele meu parente de que ninguém gosta, nem sequer eu, mas que só eu tenho direito de criticar, porque afinal... sempre é família. A "tal" iniciativa privada ou "sociedade civil"."Eles andem aí". Até em Braga!
Curioso. "- Bom dia, desejava fazer um depósito."
...
"- Não, obrigado, sobre levantamentos ou transferências nem quero saber!"
Got it?
...Ou mera ingnorância resignada.
(Especial atenção para o verbo desclocar - eventualmente da família de "cloaca". O que justifica a interdição de se desclocar no espaço confinado de um teleférico.)
A riqueza toponímica de um País de poetas.
Uma espécie de marxismo comercial em País de "revoluções".
Se não fosse a malvada antítese prática da abundância a desmontar a tese... A "sinalização narrativa" do Minho: tão bem me lembrava dela.
E em que saudades me trazia...O fino recorte de um País de coisas engraçadas.
Pequeninos mas não acanhadinhos.
(Estou em crer ser gestor do melhor blog Pedro_Nunes_no_Mundo do mundo. Sem falsas modéstias...)Princípio do utilizador-pagador aplicado a um serviço que se paga utilize-se-o ou não.
É Portugal.
A "bola". Que se assume identidade e essência de um povo embasbacado.
Portugal: um gene que nos constitui e por isso não fica para trás - bênção para os degredados, maldição para os nauseados do seu peso.
Portugal, que assalta a cada passo a memória e a razão."Xosé Cid". A referência. Presença em terra distante.
(Passe qualquer variação ortográfica de somenos.)
"Circo de Portugal"? Não pode ser só cisma minha!
(Nem na "Praia das Passarinhas" a fuga se concretiza...)Festival de palhaços. Também lá temos disso... vários dias por semana.
Uma Fantasinha avariada, comprada numa mercearia de bairro.
Just like home...
Ainda que às vezes a distância faça bem.
Aprender.
O tráfego urbano não é uma fatalidade. O caos não é inevitável.
Planeamento. Puro, simples, ...e amigo do consumidor.
Sempre que sou controlado, tenho direito de sabê-lo. Porquê e os direitos que me assistem. Um obelisco erigido na idade contemporânea, face a um imponente monumento da antiguidade, homenageando os gratos heróis da história.
Nós não nos admitimos nem elevamos desta forma.
Mas há esperança para Portugal.
Sempre houve. Santuário da Senhora da Peneda - no Parque Peneda-Gerês - e respectivo hotel.
O turismo começa a ser descoberto como riqueza natural. Castelo de Castro Laboreiro. E os seus curiosos caixotes do lixo a mais de mil metros de altitude por caminho de cabras.
Confidenciava-me aquele sujeito no Turismo que recolher o lixo é que não é pêra doce... Mas aplaudo a tomada de posição.
Muitíssimo mais agressiva que as campanhas da PRP, confronta cruamente com a brutalidade da morte na estrada.
(Apesar da triste coincidência das doenças sexualmente transmissíveis que salta à vista...)
Que de uma terra erma erguem um ponto no mapa que elude a sentença da interioridade e da deserção.
Talhadas numa cadeira de cabeleireiro recuperada, moldadas por devotadas mãos castigadas de pedra as horas de paciência numa adega de pipos e silêncio.
E uma ideia pessoal do mundo largo.
A emoção um pouco parola mas verdadeira da placa "Guimarães".
(Um misticismo afinal tão acessível até aos mais concretos...)
Um caminho que só nós sabemos qual é, onde leva, e por isso se trilha.
Uma verdade construída com mãos nuas.
Um passado, um presente, um futuro.
Mas não nos enganemos: um Portugal indolente, de facto, jamais vencerá o monte.

























