08/06/06

O fogo

Terça-feira à noite foi dia de gramar o Miguel Sousa Tavares na TVI (para quem lá passa...).

E se um tema do dia era a alteração à (vulgo) Lei do Tabaco, o "comentador" (i.é, gajo que diz umas coisas em que esteve a pensar lá em casa e que como pensa melhor ou diferentemente dos outros é muito interessante ouvir porque nós próprios temos algumas dificuldades em pensar quanto mais em sermo originais) ganhou fogo nas ventas e insurgiu-se contra ela. Com a imparcialidade, comedimento e brilhantismo que lhe são conhecidos quando fala do PS ou do FCP.

Dizia o senhor que a alteração "desperta o que há de pior em cada um de nós" por incentivar a denúncia dos fumadores no flagrante do vício em espaços vedados.

O que é capaz de ser engraçado duas vezes (digo eu...).

A primeira, o senhor achar chocante agir para levar ao cumprimento da Lei por outrém - leis da Nação que em princípio se dirigem a todos; a segunda, é que o senhor (que se "esqueceu" de comentar a justeza social da Lei) ainda continua a achar que se alguém está no exercício de um vício seu não deve ser importunado pelo "pior" que o vizinho tem "dentro de si".

Mas cada um é como é e Nosso Senhor nos livrasse de sermos todos como ele.

Que não é confundível com o universo dos "fumadores-pessoas-normais"!

4 comentários:

geolouco disse...

Qualquer dia ainda veremos esta ave rara defender que se lguém me der um tiro, a culpa será minha porque não me desviei.
O que se trata aqui não é a liberdade que cada um tem de escolher a sua forma de suicídio. Antes pelo contrário: Trata-se do direito que cada um tem à vida. A sua segurança.
Os fuminhos do Miguel não podem nem devem arruinar a saúde dos outros.
Mesmo que o Miguel se arme em bonitinho e engraçadinho.

Joaquim Sobral Gil disse...

Peço desculpa, mas vou dar uma opinião muito pessoal, que são 2 (lol):
1ª MST irrita-me profundamente mais as suas opiniões arrogantes (ser filho de uma poetisa genial de nada lhe serviu parece...)
2ª fumar transformou-se. Hoje já não é um hábito social; é um hábito mortal. Vício repugnante do qual, lentamente, me estou a tentar libertar. Razão tinha o Lorde de Almirantado algures pelo séc. XVIII: marinheiro que fosse apanhado, em público, a fumar de qualquer forma (charuto, cigarro, cachimbo) era violentamente castigado à chicotada... Excessivo? Hoje retiraria apenas o advérbio...
Afinal, o ar é um bem público, tal como a água... será preciso dizer mais?

pedro_nunes_no_mundo disse...

Por essas e outras é que tu não és um tipo comum.

(Exactamente. Neste contexto, entenda-se que é péssimo ser-se comum!)

Joaquim Sobral Gil disse...

Muito obrigado por não me considerares mais um "carneiro".
Vive la différence (é assim que se escreve?? Lololol!!)