07/10/06

Aí está: nada mais

Sócrates tem uma moção para apresentar no seu Congresso.
Que bom...

Mas como percebeu que isso não dá qualquer abalo ao pífaro aos portugueses (são mais lá lutas dele e dos seus) precisou de fazer o número do salsicheiro jabardão que vai enchendo a tripa com tudo que tem à mão.
Seja Segurança Social, seja a Educação.

E essa parte já me interessava...

Mas como já o previ a certa altura, não há mais nada que o homem diga que faça alguma diferença.

«O primeiro-ministro classificou de "sensata" a reforma introduzida nesta matéria, que estipula que os professores já não sobem automaticamente na carreira até ao seu topo [...] sem avaliação
«Os trabalhadores devem ser premiados ou não em função do que realizam. Não podia continuar a prática de não haver qualquer avaliação, como acontecia com os professores

Chavões, chavões, chavões.
Ditados por um político (afinal) desonesto, à medida de preguiçosos mentais que os replicam, destinados a massas alheadas pretensamente aflitas com o estado das coisas, mas ansiosas por ser alimentadas na boca com o feno demagógico de "punir culpados" e dormir descansado na volta do auto-de-fé em praça pública.

Resta-me (e àqueles milhares do 5 de Outubro) continuar previsível e banal.
Resistir a quem não me ajuda a ser melhor profissional. A quem não me ensina a ser sério.
A quem me envergonha, cada dia que passa, mais um pouco, de estar sob a sua tutela e de ser português.

1 comentário:

cantinho disse...

comentário aos dois. o que faz com que me questione sobre a veracidade, qualidade, verdade(?) das sondagens. manobra política? pestilência abafada esperando um congresso par aver o que dá? como se não soubéssemos já... ou estaremos numa daquelas situações da ficção científica em que meio mundo já é ET e são poucos os que conhecem a realidade e tentam mudar a ordem inevitável das coisas?