10/11/06

América

Os Estados Unidos foram a votos.
E já se conhecem como resultados definitivos as vitórias dos democratas em ambas as câmaras do Congresso.


Na maior democracia do mundo, votou-se livremente e os americanos optaram claramente por uma mudança de rumo.
(Que a acontecer, influenciará consigo o mundo inteiro. É esse o signo da América.)


Na maior democracia do mundo, as alterações de política interna e externa ocorrerão, trazidas pela nova maré partidária, mas a Nação não abalará por isso.
Não ameaçará colapsar sob a sofreguidão da mudança ou com a sua brusquidão, porque a mudar será sempre profunda e silenciosa como o rio caudaloso.


A América é um grande País. Eu já o sabia. E digo-o sempre; não é de hoje.
(Contrariamente a alguns canoras que, de repente, viram raiar deslumbrados o brilho das riscas e das estrelas, dependente do resultado alcançado pelos democratas!)

Recordo-me enfim do que cívica e democraticamente disse o cívico e democrata sr. engº Pinto de Sousa, nosso Primeiro, na noite da sua vitória legislativa, relativamente aos seus adversários: "Espero que tenham aprendido a lição."
Os democratas e os bem-pensantes americanos aprenderam a lição, de facto, nas últimas presidenciais: a campanha de denegrecimento da figura do Presidente e do homem George W. Bush, por mais saborosa que tenha sido, não compensou.

Desta feita, jogaram-se os factos e os dados, e o povo falou.

Como se esperava. Espera-se que bem.

6 comentários:

Anónimo disse...

Para mim a América é a maior Não Democracia do mundo.

Um abraço amigo do pgr

Jaime A. disse...

Sou uma pessoa simples; simplista talvez (não será também pelos olhos das crianças que melhor se vê o mundo? Jesus Cristo dixit).
Sei que entre o branco e o preto há uma infinidade de matizes - mais ou menos descoradas, ou descoloradas segundo quem vê - mas, desculpa lá ó Pedro, Os EUA sem a URSS são como o SLB e o SCP: falta sempre qualquer coisa...
Peço perdão aos infindavelmente martirizados povos(agora russos e ex-satélites).
O vaguear de um planeta (que já, de per si, vagueia a uma velocidade considerável...), ao sabor de uma Administração (que belo termo para "Conselho de Administração") é obra!
G.W.Bush teve de engolir em seco quando o Secretário-Geral das Nações Unidas teve a teimosia férrea de lhe afirmar que o maior problema da Terra é a FOME e não o terrorismo; agora o Senado e Câmara dos Representantes vêm, quem sabe, talvez "refrear" a fúria belicista da dinastia Bush. Quiçá os habitantes desta nave espacial possam dar um pequeno (bem pequenino) suspiro de alívio e "maybe" a política externa estado-unidense desvie alguns nanograus a sua rota e se lembre, por exemplo, de começar a puxar da caneta e ponderar a remota hipótese de assinar os protocolos de Quioto que tanta falta fazem ao resto do pessoal.
Sorrio com amargura quando relembro as palavras do sr. Al Gore: "Hello! I used to be the President of the United States"...

PS 1 - Não me excomungues, meu caro Pedro; a ninguém quero mal: nem à minha Pátria e, muito menos, ao teu ideário político, mas um Partido Comunista com uma moderadazinha expressão política, faz sempre falta numa democracia que, de facto, o seja. Ou isso, ou um Partido Democrata, ou um partido ou pouco mais "à Esquerda" para equilibrar uma "alternância democrática" que faça uma Nação, de facto, progredir.

PS 2 - Peço desculpa se me alonguei. Se tiveste paciência e não crispaste muito os punhos, é porque chegaste até aqui.
Finito!
Aquele abraço amigo.

Anónimo disse...

sobretudo, não me parece que a grandiosidade de uma Nação seja, ou possa ser, medida somente pelos seus presidentes. todos temos tido os nossos loucos e cada um à sua dimensão. no que diz respeito aos EU, acho que o mundo passa melhor sem a URSS do que sem os primeiros. modesta opinião a minha que me sinto um pouco/muito, e desde sempre, americanizada.
mas isso já sabes.

Jaime A. disse...

"Não é possível já comentar as tuas palavras?

Se não o é por vontade, que não se comentem e valham por si."
(...)
Ó Pedro, a lentidão do meu pensamento não consegue discernir bem o conteúdo das tuas palavras.
Será que ficaste zangado comigo?
Espero bem que não, gosto da tua pessoa, enfim.
As minhas ideias são o que são. Em nada afectam o apreço que temho por ti.
Gostava que me esclarecesses se há"zanga" no teu comentário, ou talvez não...
Aquele abraço!!

Pedro_Nunes_no_Mundo disse...

Meu amigo, nada disso.
Relê as minhas palavras com a simpatia que sempre lhes pus...

Ao dizê-lo, divagava sobre o ser impossível no Sopro comentar os teus últimos posts. (Estão mesmo trancados?, ou é só a minha vista ensonada?...)

"Se assim fosse, por vontade, que não se comentassem e valessem por si."
Que os teus posts (em qualquer formato de sentimento) são sempre eloquentes qb!

Back on track?...

Jaime A. disse...

Yes, denks.

Os últimos posts foram retirados de outros blogues onde os tinha "postado" (este português que não acompanha o veloz neo-anglo-vocabulário). Ora os meus parcos conhecimentos de HTML ainda não conseguiram pô-los em condições de serem comentados (é o que dá publicar algures e depois no que é nosso: vanitas, vanitatis et omnia vanitas...).
Tudo está resolvido, então, amigo.
Continua a tua cruzada que, de tão perto quanto possível te acompanharei, ora concordando ora nem por isso.
Mas não será também por isto que se fez um 25 de Abril?
E mais: a concordância/discordância não deverem beliscar uma amizade? Talvez a isso se chame também cidadania.
Aquele abraço.